Narração: Carmem Imaculada de Brito
Extrato de “Poemas Sem Terra”, de Carlos Pronzato
Em ordenado silencio, a marcha camponesa avança no calor do asfalto. Com o barulho do sangue, reclamando nas veias. Com o sonho da terra Incrustado na alma. São milhões os que querem plantar feijão. São poucos os que cultivam camarão. Os pés marcam no chão. O compasso da terra rebelada. O coração é o vento que inflama essa bandeira. São milhões os que sofrem debaixo de uma lona. São poucos os que vivem numa boa. As fileiras resguardam o rumo certo de um destino Construído. Não está longe o amanhecer definitivo. Estarão todos com sua própria historia Nas mãos Quando parir o pranto Da última Ocupação. Todos cantarão o hino sob o Cruzeiro do Sul. E alguma lágrima cairá no chão. Os pássaros estarão atentos para empreender seu voo. E o vento Soprará bem lento na bandeira do casal com o facão. Será um amanhecer Inaugurado por um longo poema com muita terra nas mãos!
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