Dessalinização de água salobra já existe no Nordeste desde 2004.

Dessalinização de água salobra já existe no Nordeste desde 2004.

Dessalinização de água salobra já existe no Nordeste desde 2004, mas Bolsonaro diz que vai buscar em Israel. Não precisa importar tecnologia de dessalinização de água de Israel e também não é justo ser marionete na mão do Trump e tentar transferir a Embaixada do Brasil para Jerusalém. O justo é deixar a Embaixada do Brasil em Tel Aviv.  Transferir a Embaixada do Brasil para Jerusalém será uma agressão imensa ao povo Palestino e aos árabes.

Veja no vídeo, abaixo, uma amostra de muitos processos de dessalinização de água salobra existente no Nordeste brasileiro.


Reprodução do you tube: Fundação Banco do Brasil – Dessalinizador para produzir água potável, sem uso de eletricidade.

Roberto Malvezzi, da CPT, mostra o jeito correto e ético de emancipação do povo nordestino no artigo “Dessalinizar os cérebros”. Leia, abaixo.

Dessalinizar os cérebros

Por Roberto Malvezzi (Gogó)


Dessalinizador de água da UEPB ganha prêmio nacional — Foto: Reprodução/Fundação Banco do Brasil.

A técnica de dessalinização em pequenas unidades está espalhada pelo Semiárido Brasileiro. Marina Silva, quando ministra do Meio Ambiente do governo Lula, criou o programa “Água Doce”, exatamente utilizando essa técnica.

A dessalinização é complicada porque gera de 40% a 60% de rejeitos altamente salinizados que é de difícil descarte. Uma das possiblidades utilizadas pelos técnicos brasileiros foi o reaproveitamento como alimento de plantas e animais. Em muitos lugares a técnica funciona.

O que mudou o Semiárido Brasileiro nos últimos anos foi a captação da água de chuva em cisternas para beber e produzir. O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2) replicaram mais de 1 milhão de vezes tecnologias apropriadas para essa finalidade, principalmente as cisternas de placas. Basta fazer um gráfico da implantação dessas políticas públicas, comparando-as com a elevação do IDH da região que a tendência de alta coincide com exatidão. Claro, junto vieram as políticas de energia, telefonia, internet, outras adutoras, elevação do salário mínimo, Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família. Aqui reside a política que nenhum governo anterior jamais fez.

O presidente eleito desse país diz que vai trazer a técnica de dessalinização em um programa conjunto com Israel. Os técnicos e cientistas da Embrapa Semiárido e universidades nordestinas há décadas fazem intercâmbio com Israel. Portanto, não é novidade.

Além do mais, o Semiárido Brasileiro tem 1 milhão de Km2, enquanto Israel tem pouco mais de 20 mil km2, portanto, cabem 50 Israel dentro de nosso Semiárido. Para completar, nosso Semiárido é o mais chuvoso do planeta com uma precipitação anual em torno de 700 mm, enquanto Israel mal chega a 100 mm anualmente. Por isso, nas últimas décadas foi desenvolvido o paradigma da “Convivência com o Semiárido”, inspirado em Celso Furtado no seu discurso inaugural da Sudene em 1959, mas tirado do papel e ganhado carne com iniciativas da sociedade civil.

Junto com a captação da água de chuva a sociedade civil nordestina defendeu a distribuição da água acumulada por adutoras simples. Prevaleceu a grande obra da Transposição, que tem problemas sérios de operacionalização, impacto no rio São Francisco, mas que aumentou a oferta de água na Paraíba.

Há décadas sabemos que a seca é um fenômeno natural, assim como o gelo nas regiões frias. Não se combate a seca, mas se convive com o ambiente que é semiárido. Só os ultrapassados em conhecimento e em história ainda falam em combater a seca.

O Brasil já tem o conhecimento e as técnicas para resolver todos os problemas do Semiárido. Bastaria continuar implantando os programas de Convivência com o Semiárido e, se necessário, criar outros. Portanto, é uma questão política. Mas, parece ser mais fácil dessalinizar toda água do mar que certos cérebros que estão no comando desse país.

Fonte: https://robertomalvezzi.com.br/2018/12/26/dessalinizar-os-cerebros/

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