Eleições para Presidência da República Federativa do Brasil aptos a votar foram 158,7 milhões de eleitores/as. Algumas reflexões do Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior, PUC-SP.

Estou impactado e matutando os números deste segundo turno. Estou claramente aliviado com o passo democrático contra os milicianos. MAS, houve 30 milhões de ausentes, somados a 1,4 milhão de brancos. Porque tamanha abstenção, que foi a menor em vinte anos, mas é uma imensa brecha na democracia participativa?
Que aconteceu com a democracia das urnas depois de 21 anos da ditadura militar e 40 anos de reconstrução? Perdemos a esperança? Ficamos frouxos? Cansados? Vulneráveis ao canto da sereia? Por que 2,7 milhões de nulos? Contradição ou revolta?
A vitória de Lula é inconteste, a derrota de Flávio foi alívio universal do Planeta e agora a sua fuga covarde confirma o que seria seu governo incompetente e destrutivo. MAS, um segundo mas, para além da polarização entre os democratas e os bolsonaristas, fico a me perguntar em ALTA VOZ que diálogo e tarefa universitária e da sociedade civil deveremos assumir com estes 34,9 milhões que não participaram ou que se negaram a participar – GENTE, são 22% dos votantes.
Ah! sem olvidar os 49 milhões de crianças, adolescentes, os QUATRO milhões de super idosos, internados em hospitais e presos condenados que não votam, além de DOIS milhões de estrangeiros que completam os 214 milhões de habitantes atuais no BRASIL. São tantos os desafios para os próximos QUATRO anos isto sem dizer da oposição dos banqueiros e da bolsa de valores que só pensa na idolatria do capital e pisa nos pobres com seus jogos financeiros sem ética nem valores. Basta lembrar Vorcaro e o Master como criminosos comuns e tantos que VORCARO comprou e prostituiu na República e nos aparelhos de Estado.
Temos uma nova demografia, novo modo de comunicar, novo rosto do povo brasileiro e as Big Techs mandando em muita coisa de forma subterrânea e venenosa. Lula e seus ministros irão precisar urgente comprar alguns ESTETOSCOPIOS pois o segredo de um novo tempo de justiça e paz deve consolidar a democracia com ausculta e participação ativa.
Ninguém solte a mão de ninguém. Claro que a tarefa maior SERÁ como sempre foi a tarefa educativa com total respeito ao diferente na luta pelo fim da intolerância e do ódio. Mãos à obra. Todos e todas convidados para arregaçar as mangas.
Agora que começou o tempo democrático. Coragem: de esperança em esperança. Esperança sempre.