450 famílias dão função social à terra no Quilombo Campo Grande, do MST, no sul de MG. Silvinho do MST na ALMG. Vídeo 10 – 22/11/2018.

450 famílias dão função social à terra no Quilombo Campo Grande, do MST, no sul de MG. Silvinho do MST na ALMG. Vídeo 10 – 22/11/2018.

Sílvio Netto, da coordenação do MST em Minas Gerais, dia 15\2\2015. Foto: frei Gilvander

 A decisão do juiz Walter Zwicker Esbaille Júmor, da Vara Agrária do TJMG, aprovando uma liminar de despejo protocolada em favor de empresários da massa falida da antiga usina de açúcar e álcool de Ariadnópolis, em Campo do Meio, sul de Minas, motivou a realização de Audiência Pública, pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 22/11/2018, no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, em Belo Horizonte, MG. Na Audiência foi debatida a gravidade da situação, o desrespeito com a história de vida de 20 anos das 450 famílias agregadas no Quilombo Campo Grande (11 Acampamentos do MST), seu trabalho na terra, os investimentos feitos e a grande produção alcançada de forma agroecológica, orgânica, com responsabilidade social, e os riscos de um grande massacre com a possível retirada forçada dessas famílias de trabalhadores e trabalhadoras da área. O terreno está ocupado pelos camponeses e camponesas do Quilombo Campo Grande desde 1998. A terra estava abandonada, sem cumprir qualquer função social, desde 1996, quando a usina Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA), decretou falência e encerrou suas atividades, deixando dívidas trabalhistas que ultrapassam R$300 milhões de reais. A maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras do Quilombo Campo Grande são ex-trabalhadores da usina que ficaram sem receber seus salários e suas indenizações. A área de 3.900 hectares que antes produzia apenas cana de açúcar e álcool, hoje gera trabalho e renda para mais de 2 mil trabalhadores que cultivam produtos diversificados, entre eles grãos de café totalmente puro, com colheita anual de 510 toneladas de grãos. Graças a essa produção, o Quilombo Campo Grande concentra uma das maiores cooperativas de café do Estado de MG, a Cooperativa Camponsesa, que comercializa o café Guaií. Além da grande produção de alimentos, há uma grande plantação de árvores nativas, frutíferas, tanques de peixe, criação de gado, galinhas, e muito foi investido também na construção de casas de alvenaria, cercas e currais. O justo, humano e correto é regularizar a situação e garantir o assentamento das 450 famílias do Quilombo Campo Grande nessas terras para que possam continuar trabalhando, produzindo e vivendo com dignidade e em paz. Nesse vídeo, a entrevista concedida por Sílvio Cardoso Netto, o Silvinho, da Coordenação do MST em Minas Gerais, à repórter da TV Assembleia, momentos antes do início da Audiência. Obs.: Na última sexta-feira, 30 de novembro de 2018, decisão do desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant suspendeu a reintegração de posse da área da usina de Ariadnópolis, em Campo do Meio. O desembargador entendeu que as famílias que moram na região ocupam a área por considerável período “com cultivo de lavoura de café entre outros, havendo inclusive imóveis edificados nos quais residem as respectivas famílias”. E que, diante da possibilidade de reversão, há “necessidade de uma análise mais aprofundada” sobre o caso.

*Vídeo original das gravações da TV Assembleia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Divulgação de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CPT e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 22/11/2018.

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