Livro ELOY FERREIRA DA SILVA: MORRE UMA VOZ, NASCE UM GRITO, de Jô Amado, Luiz Araújo e Luiz Chaves. Belo Horizonte: Segrac, 1985, em pdf, abaixo.

O livro Eloy: morre uma voz, nasce um grito constitui um importante registro histórico-documental sobre a trajetória de Eloy Ferreira da Silva, liderança sindical rural do Norte de Minas Gerais assassinada em 16 de dezembro de 1984 em razão de sua atuação na organização dos trabalhadores do campo e na defesa da reforma agrária. A obra articula depoimentos, documentos, fotografias e testemunhos de familiares, militantes e agentes pastorais para reconstruir a vida e o legado de Eloy, inserindo-os no contexto dos conflitos agrários, da concentração fundiária e da violência política que marcaram o processo de redemocratização brasileira.
Mais do que uma biografia, o livro analisa as condições sociais, econômicas e políticas que produziram a criminalização das lideranças camponesas, evidenciando as disputas pelo acesso à terra, a organização sindical rural e a contribuição das pastorais sociais, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), especificamente, na promoção dos direitos humanos e da luta pela justiça agrária. Ao transformar a memória de Eloy Ferreira da Silva em patrimônio da luta coletiva, a obra demonstra como seu assassinato extrapola a dimensão individual e se converte em símbolo da resistência dos povos do campo frente às estruturas históricas de exploração e exclusão.
Nesse sentido, o livro Eloy: morre uma voz, nasce um grito configura-se como uma referência para os estudos sobre movimentos sociais rurais, história agrária, sindicalismo, direitos humanos e memória política no Brasil, contribuindo para a compreensão das permanências e transformações da questão agrária brasileira e da construção histórica das lutas por terra, trabalho, democracia e cidadania.
Abaixo, em pdf, o livro ELOY FERREIRA DA SILVA: morre uma voz, nasce um grito.