Hino do camponês (Hino das Ligas Camponesas), escrito por Francisco Julião
Narração: Carmem Imaculada de Brito
Hino do camponês, escrito por Francisco Julião
Companheiros, irmãos de sofrimento,
Nosso canto de dor sobe da terra
É a semente fecunda que o vento
Espalha pelo campo e pela serra
A bandeira que adoramos
Não pode ser manchada
Com o sangue de uma raça
Presa ao cabo da enxada
Não queremos viver na escravidão
Nem deixar o campo onde nascemos
Pela terra, pela raiz pelo pão
Companheiros, unidos, venceremos
A bandeira que adoramos
Não pode ser manchada
Com o sangue de uma raça
Presa ao cabo da enxada
Hoje somos milhões de oprimidos
Sob o peso terrível do cambão
Lutando nós seremos redimidos
A REFORMA AGRÁRIA é a salvação
A bandeira que adoramos
Não pode ser manchada
Com o sangue de uma raça
Presa ao cabo da enxada
Nossas mãos têm calos de verdade
Atestando o trabalho honrado e duro
Nossas mãos procuram a liberdade
E a glória do Brasil para o futuro
A bandeira que adoramos
Não pode ser manchada
Com o sangue de uma raça
Presa ao cabo da enxada.
(FRANCISCO JULIÃO, Recife, setembro de 1960)
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Letra do Hino do Camponês (Hino das Ligas Camponesas), letra de Francisco Julião e música do maestro Geraldo Menucci.

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