Poema “Soul”, de Neide Almeida
Narração: Carmem Imaculada de Brito
Poema “Soul”, de Neide Almeida
Atravessada por mulheres que vieram antes de mim. Suas sagas me perpassam, raios que me deixam em cinzas.
Assim fertilizo o chão que piso descalça.
Iluminada sou por Senhoras que agora, no Inverno da vida recontam percursos de infâncias ausentes.
Estremeço como roupa ao vento no varal e ocupo o ar com aromas de Água e Sol.
Liberta sou pelas forças das mãos que, envelhecidas, brincam com as marcas do tempo como crianças que escavam a umidade da terra.
Moldo assim
meu próprio caminho, incerto destino.
Banhada sou por lágrimas contidas em olhos ardentes de mulheres que, mesmo quando choram, miram firme e o horizonte
Cerram os dentes em desafio.
Lavo nos rios de suas palavras minha empáfia e ressurjo outra no negror da minha própria pele.
Neide Almeida, no livro Nós 20 poemas e uma Oferenda
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Divulgação: Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs, do CEBI, do SAB e da assessoria de Movimentos Populares, em Minas Gerais.
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