Margarida Maria Alves, 37 anos de martírio: do sangue de Margarida, Margaridas.

Margarida Maria Alves, 37 anos de martírio: do sangue de Margarida, Margaridas.

Dia 12 de agosto de 1983, a mando de latifundiários escravocratas das usinas de cana da Paraíba, um jagunço assassinou à queima roupa Margarida Maria Alves, a primeira mulher a se tornar presidenta de um Sindicato de Trabalhadores Rurais, o de Alagoa Grande, na Paraíba. Mulher corajosa e destemida, profundamente solidária com os camponeses e as camponesas. Margarida não arredou o pé da luta por direitos dos trabalhadores rurais. Diante das ameaças de morte, Margarida, de cabeça erguida e com língua afiada, sempre dizia: “Não fujo da luta. Prefiro morrer na luta do que morrer de fome.” Margarida não foi sepultada, mas semeada na mãe terra e tornou-se milhões de Margaridas na luta, na Marcha das Margaridas, em Acampamentos, Ocupações, Assentamentos e em todas as lutas por direitos sociais pelo Brasil afora. A Usina Tanque, que violentava a dignidade dos trabalhadores, apodreceu e Margarida segue florindo e inspirando milhares de lutas. O Instituto Penha e Margarida (IPEME) e o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais, de Alagoa Grande, na Paraíba, seguem na luta por direitos. Os violentos não sabiam que Margarida era semente.

Abraço terno. Frei Gilvander, dia 12/8/2020, 37 anos do martírio de Margarida Alves.

Sugiro você assistir ao Documentário, abaixo: NOS CAMINHOS DE MARGARIDA.

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